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O condicionamento de acreditar que somos apenas os nossos pensamentos.

  • 3 de mar. de 2016
  • 3 min de leitura

Cabeça boa


A habilidade de pensar, refletir, raciocinar só está presente no ser humano. Somente os humanos podem comparar, podem pesar os prós e os contras, podem emitir opiniões e julgamentos. E por esta razão que somente ele pode transcender sua condição humana e compreender os mistérios do universo.


No entanto vivemos em um ritmo tão frenético nos centros urbanos, bombardeados por solicitações e estímulos externos, que são raros os momentos em que paramos para pensar sobre isso: qual a razão da existência humana?


Não pode ser outra senão a de expandir a consciência para compreender que somos todos feitos da mesma poeira cósmica. Que estamos apenas em corpos distintos, mas somos feitos da mesma matéria orgânica, dos mesmos átomos, a mesma energia que anima a nossa vida é a fonte criadora do universo.


Gosto de pensar que estamos aqui neste planeta fazendo uma viagem. Que podemos escolher como vamos nos mover e o que vamos fazer durante o trajeto. Diversão, estudo, namoro, alegrias, tristezas, casar, ter filhos, realização profissional, dinheiro ou fama, tudo isso faz parte da caminhada, faz parte das experiências no caminho. Tudo isso irá nutrir o nosso corpo físico, emocional e mental. Mas nós somos mais do que isso!


Viver apenas para comer, trabalhar, brincar, namorar, é apenas existir como um animal que segue seus instintos. É utilizar a mente apenas como um diferencial evolutivo de sobrevivência.



No entanto, o veículo mental pode ser seu maior ou pior amigo. Já parou para observar o turbilhão de pensamentos que passam pela sua cabeça durante um dia?! E já viu como você se identifica com eles? Essa é a armadilha da mente: ela faz você acreditar que você é os seus pensamentos, seus desejos, suas emoções. E isso é uma ilusão.


Digamos que você tem uma festa para ir hoje à noite, você vai encontrar os seus amigos e aquele gato lindo estará lá. Você está super animada, chegou em casa e foi se arrumar. Quando se olhou no espelho viu que saiu no meio da sua testa uma espinha gigante. E agora?! Se você for orientada pelo plano físico, vai se abalar com isso, vai comprar os pensamentos de que você é aquela espinha e que o seu mundo acabou. Mas se você não se deixar iludir, vai tentar amenizar o ponto vermelho no meio da testa com um pouco de corretivo, e pronto! Você sabe que não é aquela espinha.


Esse exemplo é bem simples e parece até um pouco fútil, mas ele pode se aplicar para outras coisas em nossas vidas. Quantas vezes não compramos a ilusão de que se não tivermos aquele carro, ou aquela casa, ou aquele corpo, não seremos felizes.



Quando conseguimos observar os nossos pensamentos sem julgá-los, sem nos identificarmos com eles, experimentamos uma sensação de plena felicidade. Uma felicidade que independe de fatores externos, que vem da sua essência, da compreensão da sua natureza divina.


Então compreendemos que nossos corpos são apenas invólucros, que possuem dentro de si a mesma força criadora que habita em tudo. Embora nossa personalidade nos faça crer que somos distintos do resto do universo, quando conseguimos enxergar além dela, compreendemos que não estamos separadas uns dos outros, mas estamos conectados pelo fluído cósmico, que cada uma das nossas células contém o Absoluto dentro si.


Quer motivo mais empolgante do que este para viver?!


Para realizar esta jornada de autorrealização e autoconhecimento você pode buscar diferentes caminhos. Eu escolhi o Yôga, uma antiga filosofia de vida prática que surgiu na Índia há mais de cinco mil anos é um destes caminhos. Através de suas técnicas e preceitos éticos e comportamentais, o Yôga visa conduzir o indivíduo a um estado de plenitude física, emocional, mental e em última instância ao sámadhi, estado de hiperconsciência, megalucidez e autoconhecimento.



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